segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ser Goiano

Postado por Thamara ツ às 02:39 0 comentários
Ser Goiano...

Ser goiano é carregar uma tristeza telúrica num coração aberto de sorrisos. É ser dócil e falante, impetuoso e tímido. É dar uma galinha para não entrar na briga e um nelore para sair dela. É amar o passado, a história, as tradições, sem desprezar o moderno. É ter latifúndio e viver simplório, comer pequi, guariroba, galinhada e feijoada, e não estar nem aí para os pratos de fora.

Ser goiano é saber perder um pedaço de terras para Minas, mas não perder o direito de dizer também uai, este negócio, este trem, quando as palavras se atropelam no caminho da imaginação.

O goiano da gema vive na cidade com um carro-de-boi cantando na memória. Acredita na panela cheia, mesmo quando a refeição se resume em abobrinha e quiabo. Lê poemas de Cora Coralina e sente-se na eterna juventude.

Ser goiano é saber cantar música caipira e conversar com Beethoven, Chopin, Tchaikovsky e Carlos Gomes. É acreditar no sertão como um ser tão próximo, tão dentro da alma. É carregar um eterno monjolo no coração e ouvir um berrante tocando longe, bem perto do sentimento.

Ser goiano é possuir um roçado e sentir-se um plantador de soja, tal o amor à terra que lhe acaricia os pés. É dar tapinha nas costas do amigo, mesmo quando esse amigo já lhe passou uma rasteira.

O goiano de pé-rachado não despreza uma pamonhada e teima em dizer ei, trem bão, ao ver a felicidade passar na janela, e exclama viche, quando se assusta com a presença dela.

Ser goiano é botar os pés uma botina ringideira e dirigir tratores pelas ruas da cidade. É beber caipirinha no tira-gosto da tarde, com a cerveja na eterna saideira. É fabricar rapadura, Ter um passopreto nos olhos e um santo por devoção.

O goiano histórico sabe que o Araguaia não passa de um "corgo", tal a familiaridade com os rios. Vive em palacetes e se exila nos botecos da esquina. Chupa jabuticaba, come bolo de arroz e toma licor de jenipapo. É machista, mas deixa que a mulher tome conta da casa.

O bom goiano aceita a divisão do Estado, por entender que a alma goiana permanece eterna na saga do Tocantins.

Ser goiano é saber fundar cidades. É pisar no Universo sem tirar os pés deste chão parado. É cultivar a goianidade como herança maior. É ser justo, honesto, religioso e amante da liberdade.

Brasilia em terras goianas é gesto de doação, é patriotismo. Simboliza poder. Mas o goiano não sai por aí contando vantagem.

Ser goiano é olhar para a lua e sonhar, pensar que é queijo e continuar sonhando, pois entre o queijo e o beijo, a solução goiana é uma rima.



(José Mendonça Teles. Crônicas de Goiânia. Goiânia: Kelps, 1998)





terça-feira, 13 de dezembro de 2011

a mais pura verdade

Postado por Thamara ツ às 04:52 0 comentários

 ;*

nao quero por titulo

Postado por Thamara ツ às 01:51 0 comentários


tamanha futilidade das pessoas me enojam.
pessoas falsas e aquelas que so pensam em comer.
reclamar de seus triangulos amorosos e suas dores de amor... e depois a complicada sou eu, ne (oremos senhor)
aquela bosta do natal ta chegando.. q se foda o espirito natalino e aquele velho gordo do papai noel..
por fim, antes forever alone do que na companhia das pessoas que nao merecem a minha :)

fuck off !

domingo, 4 de dezembro de 2011

Glee =D

Postado por Thamara ツ às 23:16 0 comentários

gostei dessa versao da musiquinha \o/

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Postado por Thamara ツ às 11:43 0 comentários
"Where are you, Dan?" 
"Here." 
"What time is it?" 
"Now." 
"What are You?"
"This Moment."
( movie: peaceful warrior )

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O “mito” da atividade física e saúde

Postado por Thamara ツ às 20:52 0 comentários

CARVALHO, Yara Maria de. O “mito” da atividade física e saúde. Págs 45 -122. 3ª edição ver.1 reimp. São Paulo: Hucitec 2004.

            O corpo é sempre relacionado com atividade física e saúde, onde o corpo é uma forma de representação que depende da época, do espaço e valores de uma sociedade, a autora faz uma associação da atividade física com a saúde publica brasileira.
            O texto aborda os conceitos de atividades físicas, em que se fica consciente através do corpo do outro com a influência da mídia, deixando assim a atividade física como um produto em que se pode comprar no mercado.
            A autora nos trás noções de corpo com a noção de subjetividade, sendo a subjetividade aquela que se constituiria na evolução das forças produtivas, ou seja, o corpo é produzido, assim como no processo industrial, em massa.
            Yara faz um estudo sobre a relação doença e saúde que se dá a partir do sistema precário de saúde, problema que o Brasil enfrenta há vários séculos atrás.
            A Educação Física era como intuito de possibilitar ao indivíduo a oportunidade de exercitar o corpo e o espírito. Essa idéia de prática de exercícios estava inserida no modo de pensar e agir capitalista em que a atividade física integraria a esse indivíduo uma ideologia dominante.
            A saúde pública na década de 1970, surge com uma nova redefinição da saúde pública, querendo reorganizar os serviços. A partir desse novo “movimento sanitário” que a parece o Sistema Unificado de Saúde (SUS).
            Aparece, então, a questão para definir atividade física, como esta está ligada à cultura corporal precisaria primeiro entender o que é cultura corporal. A cultura corporal está dividida em dois fatores: Educação Física e o Esporte, que a autora define o que é cada um, e chega à conclusão que “a atividade física é um instrumento de expressão do conteúdo compreendido pela Educação Física (...), atividade física carrega toda e qualquer ação humana que comporte a idéia de trabalho como conceito físico”. A autora exemplifica como movimento humano, a atividade física, o ato de caminhar no parque até o fazer sexo.
            Logo em seguida, ela trás a questão da pratica da atividade física como atividade de lazer e as possibilidades para a prática da atividade física e os apelos para a sua prática. Yara conclui, então, no final do capítulo 2, que a atividade física propõe: a relação entre corpo e mente e no setor capitalista que o corpo é entendido como um fetiche.
            No capítulo 3, Yara trás alguns elementos de um projeto para a educação física nas décadas de 1970 e 1980 no Brasil, com um personagem de programa humorístico e o ex-presidente, que ambos buscavam transmitir a idéia da necessidade de exercícios físicos e práticas esportivas para a saúde.
            As políticas educacionais ratificaram a presença da Educação física como atividade curricular escolar com objetivo de melhorar  a “aptidão física”. A autora fala os papéis desempenhados pelos médicos e um pouco de como a implementação do curso de Educação Física se deu no país, o desequilibro entre homem e homem como sinal de doença, o mito da saúde (idéia de que a atividade física é um “santo remédio”, divulgada nos veículos de comunicação em massa), e uma cartilha para capacitar os profissionais de Educação Física em “exercício e saúde”.
            A seguir, a autora trás discussões entre a atividade física como um dos processos que se refere ao consumo pessoal, um serviço que se transforma em mercadoria.
            “A atividade física como mercadoria veiculada pelos meios de comunicação de massa tende-se a assumir (...) as características dos empreendimentos do setor produtivo ou de prestação de serviços capitalistas”.
            Com o surgimento da tecnologia, a autora fala sobre a possível substituição do profissional de Educação Física por cirurgias, a facilidade  de ter aparelhos de ginástica em casa sem precisar ir à academia.
            De maneira um pouco abstrata, nesses trechos do livro, a autora faz reflexões sobre a influência social, a história e concepção de corpo, a relação da atividade física e a questão da saúde pública, a relação sujeito sociedade e as tecnologias.
            Concluí que saúde não é somente praticar atividade física e que a tecnologia e as facilidades estão dividindo espaço com os profissionais de educação física na atualidade. E então questiono: a tendência para o profissional dessa área é a escassez? Porque, como atividade física e o corpo esta cada vez mais materialista e encarado como objetos, é mais fácil de serem “comprados” e consumidos através de propagandas dos veículos de comunicação em massa, e muitos estão recorrendo ao bisturi, diminuindo a atuação do profissional de educação física.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Aprendizagem e desenvolvimento motor e a Natação

Postado por Thamara ツ às 20:39 0 comentários
Tinha isso postado aki desde 01/06/2009, mas nao tinha sido publicado.  É um basico resumo meio crtc+ctrv (confesso!). Fico devendo as referencias =(

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Devido a traduções livres de material na língua inglesa, surgem algumas dificuldades no entendendimento da definição dos seguintes termos: habilidades e capacidade, pois skill significa habilidade e ability significa capacidade.
Segundo Magill (1998), os termos movimento, habilidade, técnica e capacidade podem ser definidos como:
  •  Movimento: deslocamento do corpo humano;
  •  Habilidade: ato ou tarefa que tem zero na sua escala, individual e a fim de ser executado corretamente;
  •  Técnica: coletiva, para atingir um determinado objetivo;
  • Capacidade: é o conjunto de condições necessárias para a realização de uma atividade.
Na aprendizagem motora dá-se ênfase ao estudo das habilidades motoras. As habilidades motoras são classificadas em:
  •  Abertas: podem influenciar no resultado e o ambiente é imprevisível;
  •  Fechadas: ambiente previsível e não influencia no resultado;
  •  Globais: quando envolve grandes grupos musculares;
  •  Finas: quando envolve pequenos grupos musculares;
  •  Discretas: o principio e fim é definido;
  •  Contínuos: o principio e o fim é claro;
  •  Seriados: apresentam como uma seqüência de habilidades discretas.
Ao aprender uma habilidade motora é preciso conhecer e saber identificar essas fases, principalmente na iniciação esportiva nos primeiros contatos do aluno iniciante com a natação. A aprendizagem motora ocorre em três fases: cognitiva, que é marcada por um grande número de erros grosseiros; associativa, que os erros são em menor numero e tendem a ocorrer nos detalhes das habilidades; autônoma em que o iniciante já consegue realizar a habilidade sem grande demanda de atenção, sendo possível realizar outra tarefa simultânea, e, além disso, já pode detectar e corrigir os próprios erros.
Algumas características do iniciante é que os iniciantes preocupam-se com varias coisas, tem dificuldade em lidar com muitas informações ao mesmo tempo e a falta de segurança e confiança.
O professor deve motivar o aluno a praticar, determinar metas, informar verbalmente além de usar recursos como a demonstração.
Como características de desenvolvimento motor, temos: o principio de continuidade em que se inicia antes do nascimento e prossegue até a morte; o principio da totalidade em que ocorre em todos seus aspectos simultaneamente; o principio da especificidade em que enfatiza um aspecto em cada situação; o principio da progressividade em que não ocorre de forma rápida e está sempre em evolução; e o principio da individualidade que respeita as características e experiências vivenciadas individualmente.
A fase do desenvolvimento motor é dividida em movimentos reflexos (idade pré-natal até 6 meses); movimentos rudimentares (de zero a 2 anos); movimentos fundamentais (de 2 anos a 7 anos); e movimentos especializados (dos 7 anos em diante).
Os movimentos fundamentais seriam a postura estática e dinâmica, flexão e extensão, rotação e circundução. Essa combinação de movimentos levaria às habilidades de flutuação, propulsão, imersão e respiração, que são necessários para às habilidades específicas como os nadas crawl, peito, costas e borboleta, que são movimentos determinados.
A aula de natação deve proporcionar prazer, ser lúdica e ser capaz de alcançar o objetivo de várias maneiras criativas e diferentes de movimentos.
O estudo do desenvolvimento motor é um instrumento importante para que o profissional apresente coerência na sua intervenção prática e a formação do futuro atleta de rendimento depende dessa base motora desenvolvida na infância.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Coisas do coração

Postado por Thamara ツ às 19:41 0 comentários

É incrível como o coracao é bobo. Ja teve vontade de ultrapassar a tela do computador só para abraçar alguém que estava do outro lado? Alguem por favor, invente o teletransporte.  [..]


escrito desde dia 04 de agosto de 2011 ...


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Postado por Thamara ツ às 01:37 0 comentários

e como dizia CFA

Postado por Thamara ツ às 01:34 0 comentários


'Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão'. [Caio Fernando Abreu].. Ta tudo taaao desmotivante. tudo sem graça e sem sal. preciso dar um apimentada, mas ta dificil viu.. e dai acabo me afastando e isolando. As vezes do nada sinto uma coisa ruim, uma tristeza sem fim e nada parece me alegrar. acho que eu devo estar precisando rever alguns conceitos.. fazer uma bela faxina e jogar as coisas ruim no lixo e preservar as boas.. trazer de vez meu novo amor, arrumar novos amigos.. aprender coisas novas, ocupar (mais) meu tempo ou saber administrá-lo melhor.... 

 

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