sexta-feira, 11 de abril de 2014

O Tripé do Turístico: Alimentação, Cultura e Lazer

Postado por Thamara ツ às 14:21
O Tripé Turístico: Alimentação, Cultura e Lazer

Lazer e turismo estão intrinsecamente ligados. Beni (2000 apud MENEZES, 2013) vem a dizer que o “turismo é um elemento importante da vida social e econômica da comunidade regional, pois reflete as verdadeiras aspirações das pessoas no sentido de desfrutar de novos lugares, assimilar culturas diferentes, descansar e beneficiar-se com atividades de lazer”.
O lazer enquanto campo de atuação é amplo, pois abrange diversas áreas do conhecimento como turismo, hotelaria, educação física, pedagogia, terapia ocupacional, medicina, enfermagem, saúde coletiva e dentre outros. O lazer aparece na Constituição Brasileira a partir de 1988, no Art. 6º, Capítulo II, dos Direitos Sociais, onde o lazer é um direito de todos, assim como a saúde, o trabalho e a segurança (BRASIL, 1988 apud SILVA et al, 2002, p.12).
Uvinha (2008) considera o lazer como uma manifestação humana, que assume formas e significados diferenciados de acordo com as características de uma dada sociedade, onde o individuo livre das obrigações dispõe de tempo livre. Muitas vezes, confundido como supérfluo, quando comparado a outras manifestações humanas (SILVA et al, 2002, p.12); e entendido como sinônimo de ócio. 
O turismo se realiza como um dos conteúdos culturais do lazer, assim, o viajar seja para conhecer novos lugares, pessoas, tradições, gastronomia, histórias ou para aprender sobre o passado de maneira viva e autêntica, tem sido uma das mais intensas tendências na atividade turística (MENEZES, 2013, p. 2).
O turista viaja até o destino escolhido não somente pela paisagem, mas também pela gastronomia que o local possa oferecer durante a sua estadia. Em visitas a websites de destinos turísticos, aparece com frequência o tema Cultura e Lazer, onde são apresentados ao futuro turista aspectos sobre a alimentação, as diversões, roupas e etc. do local.
A alimentação atua como fator determinante para a qualidade turística do local, além de ser uma necessidade natural do homem. Isto é notado quando o turista procura um restaurante, ele procura um restaurante no qual possa satisfazer o seu desejo e a necessidade de se alimentar, o cliente-turista procura um ambiente agradável que lhe inspire segurança quanto ao que irá consumir. E a intensa demanda de turistas em ocasiões de festivais gastronômicos.
Assim, pelo paladar o “turista terá boas lembranças da viagem, e a garantia de uma boa alimentação para os visitantes contribui para a oferta turística de um município, e consequentemente gerando renda” (Bachendorf; Demczuk, 2011).
A alimentação e o lazer refletem na cultura de um povo. Para alguns no seu tempo livre utilizam o ato de cozinhar como lazer, para outros o degustar, provar as iguarias, ou até mesmo ir ao shopping e no final do programa deliciar um suculento McDonalds na praça de alimentação.

o ato de “comer fora” se torna uma fonte de prazer e entretenimento [...] As pessoas podem sair de casa para comer, buscando um ambiente familiar e caseiro (“sair de casa e se sentir em casa”), como a promessa do Mcdonalds de divertir a família unida, em um ambiente alegre, de preparo rápido, sem álcool e com uma comida com surpresas. Outros preferem procurar um ambiente exótico, onde os frequentadores são transportados a outro país e vivem por algumas horas algumas sensações, degustando alimentos diferentes dos usuais, temperados com especiarias estrangeiras (RECHIA, SANTOS, ANTUNES, 2011).

Em resumo, a sensibilidade do turista pela gastronomia e a alimentação se torna cultural, não é por menos que comer fora está dentre as “atividades de lazer mais populares, depois de assistir à televisão” (BURNEN, 1989 apud RECHIA, SANTOS, ANTUNES, 2011).

REFERENCIAS

Bachendorf, C. F.; Demczuk, P. G. A alimentação como fator de influência para a qualidade da oferta turística. Revista Partes, jun/2011. Disponível em: <http://www.partes.com.br/turismo/alimentacao.asp >. Acesso em 21 jun. 2013.

MENEZES, J. S. O Turismo cultural como fator de desenvolvimento na cidade de Ilhéus. Disponível em: <http://www.uesc.br/icer/artigos/oturismocultural.pdf>. Acesso em 23 jun. 2013.

RECHIA, Simone. SANTOS, Maria Gisele dos. ANTUNES, Carlos Roberto. O ato de alimentar-se’ como uma experiência no âmbito do tempo/espaço de lazer no meio urbano: fast food versus slow food. Revista Digital. Buenos Aires, ano 15, n. 154, mar/2011.

SILVA, E. A. P. C. et al. Os espaços de lazer na cidade: significados do lugar. Licere, Belo Horizonte, v.15, n.2, jun/2012


UVINHA, R. R. Lazer numa perspectiva internacional: relações temáticas com o turismo, os esportes e a educação na China atual. Licere, Belo Horizonte, v.11, n. 3 dez/2008.

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